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A cada dia cresce o número de estudos e do uso de produtos biotecnológicos com bactérias fixadoras de nitrogênio aplicadas a não leguminosas, como é o caso do milho e do trigo. Essa discussão abre, hoje, dia 7 de junho, a XXVIII edição da Reunião Latinoamericana de Rizobiologia (Relar), em Londrina (PR). Nas sessões a “Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN) em Não-Leguminosas” e “Coqueteis de Microrganismos para um Buffet de Plantas e Possibilidades” serão proferidas cinco palestras, que trarão panoramas da situação do Brasil, Argentina, Uruguai e Cuba.

O Brasil é líder no desenvolvimento de tecnologias de Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN) para não leguminosas, sendo responsável pela seleção das primeiras bactérias destinadas ao uso nas culturas do milho e do trigo. “O primeiro produto comercial, desenvolvido chegou ao mercado, em 2009, e hoje já são comercializados mais de 2 milhões de doses anuais de inoculantes contendo as bactérias Azospirillum”,explica a pesquisadora Mariangela Hungria, presidente da Relar. Segundo ela, outra inovação tem sido o uso de várias bactérias com funções diferentes para as plantas. Um exemplo foi o lançamento em 2012, pela Embrapa, da coinoculação para as culturas da soja e do feijoeiro. “Essa coinoculação carrega rizóbios e Azospirillum, e vem tendo ótima aceitação por parte dos agricultores”, ressalta.

Outro tema de destaque na Relar, hoje, dia 7, é a palestra “O gênero Azospirillum: da genômica à produção de insumos biológicos”, a ser ministrada pelo professor Fabrício Dario Cassán, da Universidade Nacional de Rio Cuarto, na Argentina. Desde a década de 1980, a Argentina usa microrganismos, principalmente nas culturas do milho e do trigo e os resultados apontam incrementos médios de 7% no rendimento em 80% das avaliações.

A Relar também irá debater alternativas cientificas de como os microrganismos podem contribuir com plantas em condições de estresse, particularmente devido às mudanças climáticas globais. Um dos destaques é para a palestra “O desafio das mudanças climáticas globais: Seleção para fixação biológica do nitrogênio sob déficit hídrico”, proferida pelo pesquisador Marco Antonio Nogueira, da Embrapa Soja. Uma das estratégias mais promissoras para combater a seca é a da seleção de plantas hospedeiras com maior tolerância. Nogueira obteve avanços na identificação de genótipos de soja mais tolerantes à seca, com capacidade de manter a fixação biológica do nitrogênio, mesmo em condições de estresses.

Na sessão de pôsteres, serão apresentados 164 pôsteres, com expositores de vários países sobre temas diversos.

Informações no site do evento: http://www.relar2016.com/pt/

SERVIÇO

Evento: XXVII Reunião Latinoamericana de Rizobiologia (Relar)

Data: 06 a 09 de junho

Local: Hotel Sumatra, em Londrina (PR).

vrsys